terça-feira, 7 de abril de 2009

Memória e registros


"Como seria temerário deixar os dados pessoais à mercê da falível memória dos interessados, institui-se esse registro (civil das pessoas naturais) como meio de prova certa do estado das pessoas" [Afrânio de Carvalho].

É a mais pura verdade. Certa vez, iniciei um atendimento no serviço de registro civil, mais ou menos assim:

- Eu quero a certidão de nascimento de meu filho.
- Claro. Qual o nome da criança?
- Não lembro.
- Quando a criança nasceu?
- Não lembro.
- Essas informações são necessárias, para que eu possa proceder às buscas...
- Se você que trabalha aqui no cartório não sabe, imagina eu...

Infelizmente não se trata de um fato isolado. É corriqueiro, no dia-a-dia dos serviços notariais e de registro, encontrarmos pais que não lembram o nome e a idade dos filhos; e filhos que, quando muito, recordam apenas do prenome de seus ascendentes.

A outra conclusão não podemos chegar, senão que o problema reside não só na "falível memória dos interessados", mas também na falência, cada vez maior, da célula familiar.

2 comentários:

Chormiak disse...

Uiaa...mais um blog!!!
Sucesso aí Gustavo!

Adriano Dal Molin disse...

[OFF TOPPIC]
Mano, você é um impostor!

Como pode esconder de mim por tanto tempo que é blogueiro!?!?! :p

Espero por mais crônicas, ok?

Grande abraço mano!